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A indústria automobilística brasileira precisa de um mercado interno forte e produzir pelo menos cinco milhões de veículos por ano para ganhar competitividade. O alerta é do presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, que apresentou a palestra de abertura do Simpósio Tendências e Inovação, promovido pela SAE Brasil, em São Paulo. O dirigente afirmou que há muitos desafios importantes para o setor, como o estímulo à formação de engenheiros, a criação de pólos de pesquisa e desenvolvimento, a utilização de energias renováveis e o desenvolvimento de carros mais eficientes. Belini revelou que no ano passado 43 mil engenheiros saíram das universidades brasileiras, contra 430 mil da Índia e 440 mil da Rússia. “O Brasil caminha para ser o segundo maior mercado entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), mas ainda faltam política industrial integrada e investimentos em inovação. As oportunidades de crescimento são boas, já que o País tem um veículo para pouco mais de sete habitantes. Para chegar à mesma situação da Europa, por exemplo, precisamos elevar a nossa frota em 75 milhões de veículos", destacou. Marcos de Oliveira, presidente da Ford para o Mercosul, acredita que a produção de 5 milhões de veículos será viável em 10 anos. “Vários fatores poderão colaborar, como queda na taxa de juros, melhora do poder aquisitivo e acesso ao crédito”, ressaltou. |
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