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Uma nova técnica para retirada de tumores da cabeça, do pâncreas e do confluente bílio-pancreático duodenal, já está disponível no Brasil. Da união da laparoscopia (método que introduz cânulas no abdômen, sem a necessidade de grades cortes) com a robótica surgiu o procedimento que promete dar esperança a pacientes que sofrem com tumores na região do pâncreas, o sexto tipo de câncer de maior incidência entre homens no Brasil. A primeira cirurgia da América Latina e do Hemisfério Sul usando a técnica denominada duodenopancreatectomia laparoscópica robótica foi realizada em uma paciente de 56 anos no hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo, no mês passado. O médico responsável foi o cirurgião-geral e do aparelho digestivo Dr. Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo. O grande diferencial da nova técnica é a utilização de um robô, chamado Da Vinci Intuitive, para manipular com alta precisão estas pinças. Enquanto o cirurgião olha a imagem do interior do corpo do paciente em um monitor com tecnologia 3D, ele utiliza uma espécie de joystick para reproduzir os movimentos que os braços robóticos farão durante a cirurgia. Se o médico faz um movimento de dar um ponto, por exemplo, o robô reproduz o movimento no paciente, só que com sensibilidade ultrafina, ou seja, com velocidade cinco vezes menor. “O robô não treme absolutamente nada. Este método permite a minúcia de uma cirurgia como se o abdômen estivesse aberto, mas sem a necessidade de fazer um grande corte, usando a técnica da laparoscopia”, destaca dr. Macedo. E complementa: “O robô trouxe o conceito de virtualidade já que o cirurgião opera olhando no monitor”. Antes de realizar esta operação, o dr. Antônio Macedo – que há 18 anos tem se dedicado à cirurgia laparoscópica - foi duas vezes a Houston, no Texas (EUA) para operar com o robô Da Vinci, e treinou por mais um ano a utilização do equipamento antes de realizar esta cirurgia. Segundo o especialista, esta técnica é indicada para tumores menores e casos menos invasivos. “Mas no futuro todos os tumores poderão ser operados”, explica. |