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Apesar do número negativo registrado em abril, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê sinais de que o emprego no setor caminha para a estabilidade entre geração e corte de postos, algo que já poderá ser visto em maio. O emprego na indústria paulista caiu 1,09% em abril sobre março, com ajuste sazonal, mas sem ajuste registrou uma alta de 0,8%, o que equivale à abertura de 19 mil vagas no mês. "Ainda estamos com uma diminuição residual do emprego da indústria", disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. "Não nos surpreenderia se em maio chegássemos a uma estabilidade", afirmou o executivo, referindo-se aos demais setores da indústria, já que os segmentos ligados a açúcar e álcool continuam na fase geradora de vagas já vista nos meses anteriores. Em abril, o setor de açúcar e álcool gerou 28.207 vagas, enquanto os demais segmentos cortaram 9.207 postos, gerando o saldo positivo de 19 mil vagas. No acumulado deste ano, o setor de açúcar e álcool gerou 52.456 vagas, mas os demais segmentos eliminaram quase 100 mil postos de trabalho, deixando um saldo negativo de 47.500 vagas. Por isso, Francini avalia que, quando a crise desembarcou no Brasil, "pousou no ninho da indústria". O maior índice de crescimento de postos de trabalho ficou com Fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com alta de 15 por cento, seguido por Produtos alimentícios, com alta de 10,8 por cento, ambos ligados, respectivamente, a álcool e açúcar. Já os piores índices no mês ficaram com Produtos de madeira, que teve recuo de 4,3 por cento no emprego, e Metalurgia, com queda de 2,6 por cento. |