Produtos técnicos precisam ser tratados como tais, com informações técnicas relevantes para que o cliente em seu processo de decisão consiga se decidir entre os produtos da concorrência.
Passamos por uma inovação acelerada e esta publicação é o registro histórico do que acompanhamos nestes sete anos de vida da Mecatrônica Atual. Seguindo as transformações tecnológicas que ocorrem no mundo com rapidez espantosa, inauguramos pioneiramente, no meio digital, o Portal de Mecatrônica Atual.
As informações que estamos obtendo, de como se comporta o mercado e o que é relevante para os leitores, nos conforta por estarmos à frente dos outros veículos alguns meses. Investimos mais de um ano e meio no desenvolvimento deste software, com um aporte financeiro respeitável. Esta implantação nos causou atrasos que acabaram se refletindo na versão impressa, pelo que pedimos desculpas.
No Brasil não existem estatísticas para apoiarmos as ações empresariais com sucesso. Falta investimentos das empresas e visão moderna, de que este instrumento passa a ser vital no sucesso comercial das empresas, frente a acirrada concorrência.
Muitas empresas lançam novos produtos, confiando que o mercado descubra sozinho os predicados deste produto e não anunciam em sua webpage, nem em revistas ou em outros meios.
Mal participam de feiras e quando lá estão, desperdiçam tempo e dinheiro, não fazendo catálogos e folders. Mas os salgadinhos, as bebidas e as moças bonitas estão lá. Nas salas de imprensa, poucos são os que fornecem um kit com informações sobre seus produtos e às vezes ainda dizem, quando procurados, que na feira não podem atender, pois estão ocupados e que devemos procurá-los depois do evento.
Produtos técnicos precisam ser tratados como tais, com informações técnicas relevantes para que o cliente em seu processo de decisão consiga se decidir entre os produtos da concorrência. Não podemos mais viver do improviso, com pessoal de marketing sem verba para trabalhar, mal formados e informados.
A globalização exige que as empresas sejam muito profissionais e competentes. Não basta ter um bom produto, preço baixo e marca renomada. Os chineses estão aí, e em curtíssimo prazo sua empresa pode estar inviabilizada. Se for uma multinacional, a reação pode ainda ser mais rápida, pois fecham tudo aqui e atendem de outro país, onde, para se vender a mesma coisa, o custo é mais interessante do que no Brasil, o país dos impostos.
Temos boas notícias! Notamos que pequenas empresas começam a encontrar nichos de mercado que exigem maior qualidade e funcionalidade do produto. Devido também ao tratamento diferenciado pelo governo, com incidência menor de impostos, conseguem sobreviver e fazer frente aos produtos mais baratos de origem asiática.