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Os avanços da tecnologia na área médica trouxeram muitos benefícios à sociedade. Com esses avanços, foi permitida a prevenção de diversas doenças ou complicações geradas por um diagnóstico tardio. Em todas as áreas da medicina há inúmeros exemplos de equipamentos e técnicas que facilitam a vida das pessoas. Uma área que tem colaborado bastante é a de telecomunicações que, trabalhando junto com a medicina, passa a ser chamada de biotelemetria ou telemedicina, a qual que permite ao médico realizar um diagnóstico do seu paciente à distância. Com a necessidade de cirurgias complexas, o robô-cirurgião vem ganhando espaço a cada dia, devido ao seu maior controle e precisão de manuseio dos instrumentos cirúrgicos. Atualmente três sistemas foram desenvolvidos: • Sistema Cirúrgico da Vinci; • Sistema Cir ú rg ic o Robót ico ZEUS; • Sistema Robótico AESOP. A tecnologia na saúde vem avançando de tal maneira que no ano de 2001 os cirurgiões do Jewish Hospital em Louisville, Kentucky, realizaram o primeiro transplante com o coração artificial, denominado AbioCor, essa inovação está gerando esperanças em muitos pacientes que aguardam em enormes filas de espera para o transplante tradicional. A cura para as doenças sempre foi um grande desafio para a humanidade, e antes de todo esse avanço tecnológico, curandeiros, poções e cerimônias místicas tentavam diminuir o sofrimento do homem. Hoje, o advento de sistemas automatizados agregados à área de medicina proporcionou a cura da maioria das doenças. A tecnologia está presente em várias áreas da medicina, neste artigo técnico serão tratadas pesquisas referentes à telemedicina, nanomedicina, cirurgia robótica e ao coração artificial.
Conforme mencionado na introdução, a telemedicina proporciona aos profissionais da área da saúde atendimento à distância. Essa área sempre se desenvolveu junto com os meios de comunicação. Inicialmente utilizava os meios analógicos, mais tarde foram substituídos por meio digitais mais modernos.
O primeiro relato conhecido de telemedicina teve origem na Idade Média, na Europa. Naquela época grandes pragas estavam presentes no continente e, devido ao risco de contaminação, um médico se posicionou à beira de um rio e coletava todas as informações por meio da voz alta de um paciente que estava do outro lado. A carta foi o primeiro meio de comunicação utilizando a escrita, que, principalmente os médicos utilizavam para enviar e receber de outros médicos informações sobre pesquisas e possíveis epidemias que estava contaminando um determinado local. Em meados do século XIX começou a utilização da telegrafia, um sistema de comunicação que transmite mensagens de um ponto a outro em grandes distâncias, usando códigos para a rápida e confiável transmissão. O meio de comunicação era feito por fios. No final do século XIX, foi criado o telefone, que substituiu a telegrafia, e vem sendo usado até hoje. A telefonia não é só utilizada para o médico atender seus pacientes à distância pela voz, mas também é empregada para transmissão de dados, como o eletrocardiograma que pode utilizar um modem de computador e/ou fax. Outro meio de comunicação que também foi criado no final do século XIX, ainda bastante utilizado até hoje é o rádio, que primeiramente utilizava o código Morse para envio de dados, e posteriormente passou utilizar a voz para envio de informações. A partir de 1950, os recursos visuais como televisores e monitores passaram a ser utilizados em consultas entre médicos e pacientes no Instituto de Psiquiatria em Nebraska. Posteriormente veio o desenvolvimento da videoconferência, onde paciente e médico estão em locais distintos, mas podem ver e ouvir um ao outro, como se estivessem lado a lado. A tecnologia mais atual é a de redes sem fio (Wireless), que possibilitou a criação dos telefones celulares. Já existem pesquisas sobre transmissão de vídeos e imagens de ambulâncias, assim como um eletrocardiograma de emergência por meio de telefonia celular.
A telemedicina possui várias aplicações que são classificadas pela natureza do ato clínico, abaixo segue a relação dessas classificações: • Teleconsulta; • Teleintervenção; • Telemonitorização; • Teleformação. Na figura 1, uma aplicação de telemedicina digital.
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