EDUCAÇÃO

 / Eletrônica




22/01/2010 09:46:51

Circuitos Inteligentes

A finalidade básica de um robô, conforme as definições mais comuns, é realizar tarefas que os humanos fazem. Para conseguir isso, além de possuírem órgãos sensoriais e efetores apropriados, os robôs também devem ter algum grau de inteligência. Assim, em nossos dias, já ouvimos falar com muita frequência em inteligência artificial, redes neurais e outros recursos que, uma vez implementados em robôs, podem dotá-los de um comportamento que, em princípio, nos permite associar algum grau de inteligência. Para entender como isso pode ser feito, inclusive de formas muito simples em robôs experimentais de baixo custo, precisamos antes de tudo definir o que é inteligência e que podemos usar circuitos eletrônicos para reproduzi-la. Esse é justamente o assunto deste nosso décimo artigo desta série

Newton C. Braga

Em artigo publicado nas primeiras edições desta revista, onde discorremos sobre a “Biônica”, mostramos como a ciência pode imitar a vida, criando órgãos artificiais que se baseiam totalmente no comportamento dos órgãos vivos e que podem até ser usados na sua substituição. Será que podemos ir além e pensar na possibilidade de a tecnologia também substituir a inteligência ou até mesmo a vida?
Quando nos referimos às simples partes que realizam funções mecânicas em um ser vivo como pernas, braços, ou ainda sensores comuns como de luz, sons, etc., não temos muitas implicações de ordem filosófica. No entanto, quando adentramos no que se denomina “vida” e no que se chama “inteligência”, as coisas se complicam. Os conflitos, no sentido de se aceitar, que máquinas construídas pelo próprio homem possam ter esses atributos são inevitáveis.

Evidentemente que para a ciência, tudo pode ser reduzido, em última análise, a teorias e fórmulas e isso também é válido para a vida e para a inteligência. Isso significa, por conseguinte, que se pudermos equacionar vida e inteligência, nada impede que essas características sejam agregadas a máquinas como automatismos, robôs e muito mais.

Isso já está acontecendo atualmente, e o uso da palavra “inteligente” para certos equipamentos vem sendo empregado com certa frequência, embora as pessoas ainda não tenham tomado consciência do verdadeiro significado desse atributo.


Inteligências artificial

Não podemos dizer se uma máquina é (ou não) inteligente ou se o que vamos agregar a um circuito é (ou não) inteligência se não soubermos definir exatamente o que é inteligência.

Definir inteligência é algo bastante complexo, não obstante, sua presença em um ser vivo ou em um robô seja algo que podemos perceber até intuitivamente.

Consequentemente, aquilo que definimos como inteligência natural pode ser associado a três habilidades:

• Aprender com a experiência;
• Tomar decisões lógicas baseadas na experiência;
• Gerar emoções.

É claro que se tomarmos por base esses três itens nos depararemos com algumas dificuldades adicionais como, por exemplo, definir o que são “emoções”.


O Teste de Turing

Alan Turing foi quem primeiramente imaginou um teste para saber se uma máquina é (ou não) dotada de inteligência. O teste de Turing é simples de entender.

Se colocarmos uma pessoa para testar uma máquina que se encontra em um local distante de modo que elas se comuniquem sem que a primeira saiba quem está do outro lado, a máquina será considerada inteligente se a pessoa não conseguir discernir, com certeza, se a que está do outro lado é uma máquina ou outra pessoa.

1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | próximo >>

Página 1 de 10
Acesse o melhor conteúdo de mecatrônica da internet! Registre-se grátis!



BUSCARÁPIDA
DOWNLOADS
PUBLICIDADE
LEITURADASEMANA