Quando se fala no controle de processos industriais, o primeiro requisito que nos vem à mente é a eficiência e simplicidade de uso. O emprego de computadores no controle de processos é fundamental, no entanto, existem os casos em que as máquinas devem tomar, por si só, todas as decisões. Para esta finalidade elas precisam ser dotadas de “inteligência própria” e esta inteligência está nos dispositivos denominados CLPs.
Os CLPs (Controles Lógicos Programáveis) ou usando o termo inglês PLC (Programmable Logic Controls), como o próprio nome sugere, podem ser programados de forma lógica para realizar o controle de um processo.
Origem
No início, a industrialização de qualquer produto usava mão-de-obra humana e era realizada por etapas (ou estágios) nas quais as pessoas realizavam sempre as mesmas tarefas. Da mesma forma, as máquinas utilizadas eram projetadas para ter uma única função.
Numa segunda fase, valorizando a mão-de-obra, passou-se a aproveitar melhor as máquinas. Além de deixar para a as máquinas o trabalho mais pesado, a função do homem passou apenas a controlá-lo, utilizando sensores. Estes informavam os circuitos sobre as operações a serem realizadas e eles atuavam sobre atuadores, principalmente do tipo eletromecânico como relés e contatores.
A terceira fase veio com a automação por programa, quando apareceu o CLP. O surgimento dos microprocessadores e microcontroladores tornou possível a elaboração de sistemas capazes de controlar atuadores a partir de sinais de sensores, contendo programas relativamente complexos.
Os primeiros CLPs foram usados na General Motors em 1968 tendo sido criados pelo engenheiro Richard Morley, responsável por especificação para um equipamento que foi se aperfeiçoando até nossos dias.