Para os cientistas do passado estava tudo resolvido: Como Newton, muitos estudiosos achavam que uma vez que o homem era capaz de equacionar qualquer sistema, vivo ou inerte, bastaria ter os elementos correspondentes para que pudéssemos fazer sua reprodução.
Assim, uma vez que se tivesse as “equações” que descrevessem uma flor, uma pedra ou um pássaro, seria possível reproduzir qualquer um deles com perfeição, a ponto de ser impossível distinguir o “natural” do “artificial”.
Houve até quem propusesse na época que as academias de ciências, universidades e centros de pesquisas deveriam ser fechados e os cientistas e pesquisadores aposentados porque “não havia mais nada para ser desco berto!”. Puro engano!
Quando pensamos na complexi dade que o cérebro humano tem, com seus 15 bilhões de unidades lógicas (neurônios), vemos que o homem está longe de conseguir uma reprodu ção, por mais simplificada que seja de algo a que possamos atribuir uma inteligência.
Isso ficou claro quando as primeiras máquinas de calcular foram desenvolvidas, revelando-se puros dispositivos mecânicos.
O advento do computador trouxe inicialmente uma esperança de que não estaria longe o dia em que as máquinas “pudessem pensar”, e muitos achavam nos anos 50 que, antes do ano 2.000, já teríamos verdadeiras “máquinas pensantes” a nosso serviço.
Os pesquisadores, entretanto, subestimaram a complexidade de nosso cérebro e superestimaram a capacidade dos computadores, e mesmo agora com alguns anos do novo século estamos longe de ter “máquinas pensantes”.
Isso não significa, porém, que não exista uma preocupação no sentido de se obter máquinas que possam aprender pela experiência, tomar decisões que não sejam programadas e até reconhecer formas ou sons como o da voz humana, ou da fisionomia e alguns resultados bastante positivos estão sendo conseguidos.