Muitos corpos comuns podem funcionar como detectores de sinais de altas frequências, ou seja detectores de ondas de rádio captadas por uma antena.
É bastante conhecida a história de uma prótese dentária que, captando sinais de uma estação próxi- ma, levava seu portadores a “ouvir coisas” diretamente pelo dente (sem a necessidade de um rádio), tendo sido esse “ouvinte” levado a diversos psiquiatras antes que se descobrisse a origem do fenômeno.
Na estória “O Denteródino” nosso personagem Prof. Ventura, com seus alunos Beto e Cleto, se envolvem numa aventura em que justamente todo esse fenômeno é detalhado. Ela foi publicada numa antiga edição da Eletrônica Total.
O rádio que propomos neste artigo também usa um meio incomum de se detectar sinais: uma lâmina de barbear (usada ou nova).
Se você gosta de experiências inéditas com tecnologia eletrônica, esta é bem interessante.
Os fundamentos
Dois metais ou corpos de naturezas diferentes, quando em contato, podem apresentar propriedades semelhantes às dos diodos semicondutores, e com isso detectar sinais de rádio.
O tradicional “bigode de gato” sobre um cristal de galena é, sem dúvida, o tipo de detector experimental mais antigo e, por isso, conhecido por aqueles que estudam a história do rádio. Os primeiros rádios que existiram, os denominados “rádios de galena” , tinham como detectores a configuração ilustrada na figura 1.
