EDUCAÇÃO

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24/04/2009 06:47:40

Rádio experimental de gilete

Você acredita que uma gilete (lâmina de barbear) possa ser usada como componente eletrônico para detectar ondas de rádio? Se não, eis uma idéia para um projeto de um rádio (que funciona!) capaz de receber estações de ondas médias através de uma gilete. O projeto é ideal como curiosidade tecnológica, podendo ser implementado em cursos dos níveis fundamental e médio

Newton C. Braga

Muitos corpos comuns podem funcionar como detectores de sinais de altas frequências, ou seja detectores de ondas de rádio captadas por uma antena.

É bastante conhecida a história de uma prótese dentária que, captando sinais de uma estação próxi- ma, levava seu portadores a “ouvir coisas” diretamente pelo dente (sem a necessidade de um rádio), tendo sido esse “ouvinte” levado a diversos psiquiatras antes que se descobrisse a origem do fenômeno.

Na estória “O Denteródino” nosso personagem Prof. Ventura, com seus alunos Beto e Cleto, se envolvem numa aventura em que justamente todo esse fenômeno é detalhado. Ela foi publicada numa antiga edição da Eletrônica Total.

O rádio que propomos neste artigo também usa um meio incomum de se detectar sinais: uma lâmina de barbear (usada ou nova).

Se você gosta de experiências inéditas com tecnologia eletrônica, esta é bem interessante.

Os fundamentos


Dois metais ou corpos de naturezas diferentes, quando em contato, podem apresentar propriedades semelhantes às dos diodos semicondutores, e com isso detectar sinais de rádio.

O tradicional “bigode de gato” sobre um cristal de galena é, sem dúvida, o tipo de detector experimental mais antigo e, por isso, conhecido por aqueles que estudam a história do rádio. Os primeiros rádios que existiram, os denominados “rádios de galena” , tinham como detectores a configuração ilustrada na figura 1.




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