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13/04/2009 07:14:24

Monitoração e Avaliação de Baterias chumbo-ácidas por Resistência Interna

Com a mesma finalidade de uma manutenção preditiva, a monitoração da bateria acompanha e informa tudo sobre a capacidade, substituição e utilização. Neste artigo apresentamos os métodos de avaliação e monitoração de baterias que são essenciais aos sistemas de energia

Ramon Alves Alem e Eduard Montgomery Meira Costa

Métodos de Avaliação e Monitoração de Baterias

Os sistemas de energia com bateria são utilizados para garantir o funcionamento de serviços que não podem ser interrompidos mesmo na falta ou falha de energia da rede elétrica comercial, além de serem utilizados como fonte de energia elétrica de alguns sistemas que têm a bateria como dispositivo de alimentação principal.

A confiabilidade nos sistemas de energia é determinada pela manutenção preditiva (rosolem, 2007), para impedir a ocorrência de interrupções ou graves problemas quando acontecer a falha ou falta do sistema de energia, e assim comprometer a disponi- bilidade do serviço, até mesmo causando sérios prejuízos.

Os métodos de avaliação e monitoração de baterias são: o ensaio da capacidade e a medição da resistência interna (rosolem, 2007). O ensaio da capacidade foi utilizado por muito tempo, definido por normas nacionais e internacionais. No caso da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, a NBR14199 e NBR14205, para baterias chumbo-ácidas ventiladas e baterias chumbo-ácidas reguladas por válvula (VRLA), respectivamente. O método por medição da resistência interna está amplamente difundido nos últimos anos por apresentar resultados detalhados do estado da bateria, envelhecimento, e por ser mais rápido do que o ensaio da capacidade, além de não provocar degradação da bateria e envelhecimento precoce pela necessidade das descargas profundas exigidas pelo ensaio da capacidade (pena, 2006).

O método do ensaio da capacidade era eficaz para baterias ventiladas pela possibilidade de verificar o nível de água no interior de cada célula da bateria, como também a temperatura interna do eletrólito. Mas a partir dos anos 80 iniciou-se a construção das baterias VRLA, as quais são seladas e não dão acesso visual ao eletrólito impossibilitando a monitoração adequada pelos métodos convencionais (cardoso, 2006).

Todo o processo de mudança causado pelos efeitos corrosivos, deterioração dos contatos entre condutores internos e seus respectivos polos, além da perda de água, levam ao aumento dos valores ôhmicos e diminuição da condutividade entre as placas dos elementos internos (cardoso, 2006). A corrente que circula no sistema eletroquímico varia com a resistência interna e consequentemente é possível acompanhar o processo de degradação e envelhecimento deste sistema conhecendo as variações de corrente, entretanto, podendo ser feita a projeção da vida útil remanescente da bateria (lawrence, 2003).


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