MA - Alexandre, você acredita que no final da crise apenas as empresas mais fortes permanecerão? Como a SEW está enfrentando este momento?
Alexandre - Primeiramente, claro que o mundo está atravessando um cenário turbulento, contudo a SEW ainda não foi afetada pela crise econômica mundial. Encerramos o ano de 2008 com resultados muito bons, investimentos significativos e crescimento de 30%. Apesar de muitas empresas sofrerem uma desaceleração a partir de setembro, a SEW fechou, até dezembro, sem desaceleração. Até agora, sentimos que em janeiro a entrada de pedidos foi um pouco menor em relação ao mesmo período do ano passado, mas acredito que seja mais pela cautela do mercado.
Durante momentos de crise as empresas mais sólidas e atentas as oportunidades se destacarão, porque a crise deve ser encarada como uma oportunidade.
A SEW não cortou nenhum investimento, continuamos com os investimentos na construção da fábrica em Indaiatuba e na expansão da montadora em Joinville.
Os investimentos da SEW prosseguem, inclusive com a chegada de novas máquinas que compramos.
Não estamos pensando em curto prazo, pois o mercado não para e nós acreditamos que nesses primeiros meses de 2009 vai acontecer uma pequena desaceleração, mas que a partir do segundo semestre vai melhorar e nós estaremos prontos para atender a demanda do mercado. A SEW está preparada para enfrentar esse momento de turbulência.
MA - Esse é o momento de dar uma respirada e cuidar da manutenção, do retrofitting, para ter um faturamento melhor ou continua como uma pausa para os novos projetos?
Alexandre - Existem empresas fazendo isso, aproveitando esse cenário para adequar melhor a produção. Em outros mercados aconteceu realmente uma retração, como no segmento de açúcar e álcool. No último ano, houve um crescimento grande no consumo de etanol no Brasil e já se ouve lá fora que o preço do açúcar está subindo. Na minha opinião, num momento como esse o medo é maior que a crise. Muitas empresas continuam investindo e outras estão apenas postergando as aplica- ções de capitais. Temos que trabalhar com essa visão, e a hora que esses investimentos retomarem a SEW estará preparada.