AUTOMAÇÃO

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06/04/2009 06:34:27

Descobrindo a tecnologia Foundation Fieldbus - Parte 1 - Fundamentos e principais características

É uma arquitetura aberta para integrar informação, cujo objetivo principal é interconectar equipamentos de controle e automação industrial, distribuindo as funções de controle pela rede e fornecendo informação a todas as camadas do sistema

Rogério Souza da Mata

Foundation Fieldbus (FF) é uma arquitetura aberta para integrar informação, cujo objetivo principal é interconectar equipamentos de controle e automação industrial, distribuindo as funções de controle pela rede e fornecendo informação a todas as camadas do sistema. A tecnologia FF substitui com vantagens a tradicional tecnologia 4-20mA + HART, possibilitando a comunicação bidirecional entre os equipamentos de forma mais eficiente. A tecnologia Foundation Fieldbus vai muito além de um protocolo de comunicação digital ou uma rede local para instrumentos de campo. Ela engloba diversas tecnologias tais como processamento distribuído, diagnóstico avançado e redundância. Uma sistema FF é heterogêneo e distribuído, composto por equipamentos de campo, softwares de configuração e supervisão, interfaces de comunicação, fontes de alimentação e pela própria rede física que os interconecta. Uma das funções dos equipamentos de campo é executar a aplicação de controle e supervisão do usuário que foi distribuída pela rede. Essa é a grande diferença entre FF e outras tecnologias como Profibus ou DeviceNet, que dependem de um controlador central (PLC) para executar os algoritmos. Comparado a outros sistemas, FF permite o acesso a muitas variáveis, não só relativas ao processo, mas também do diagnóstico dos sensores e atuadores, dos componentes eletrônicos, degradação de performance, entre outras. Além disso, há outras características marcantes:

-Segurança intrínseca para uso em áreas perigosas, com alimentação e comunicação pelo mesmo par de fios,
-Topologia em barramento ou em árvore, com suporte a múltiplos mestres no barramento de comunicação,
-Comportamento previsível (determinístico), mesmo com redundância em vários níveis,
-Distribuição das funções de controle entre os equipamentos (controle distribuído),
-Interfaces padronizados entre os equipamentos, o que facilita a interoperabilidade,
-Modelamento de aplicações usando linguagem de blocos funcionais,
-Integração com aplicações IEC61131 (Ladder, SFC etc) através de Bloco Funcional Flexível ou FFB (figura 1).


F.1 - Elementos típicos de controle de processo e intertravamento usando FF.



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