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01/04/2009 05:45:11

Um sobe e desce mais inteligente

Com modernos módulos de controles, elevadores acompanham o desenvolvimento da automação predial no Brasil

Sérgio Vieira

Até bem pouco tempo, o motor era a principal peça em comum entre um elevador e uma prensa industrial. O controle do sobe e desce em prédios e edifícios estava distante de tecnologias que comandam o acionamento de esteiras, prensas ou robôs numa indústria de manufatura, por exemplo.

Entretanto, a necessidade de reduzir o consumo de energia e serviços de manutenção aliada à busca por mais integração com sistemas de supervisão de shoppings, hotéis ou edifícios de escritórios estão fazendo com que, cada vez mais, as tecnologias comumente encontradas em chão de fábrica de indústrias passe a fazer parte também dos elevadores, sejam eles convencionais, panorâmicos ou de carga.

“Hoje, quase todo o elevador já é instalado com inversor de freqüência”, comenta Daniel Dente Luz, gerente de novos equipamentos e modernização da Elevadores Otis. A empresa está sintonizada com as mais recentes tecnologias de controle que podem ser agregadas às rotinas de trabalho de um elevador.

No lugar dos relés eletromecânicos que ocupavam grande espaço na casa de máquinas e dificultavam serviços de manutenção entraram os painéis microprocessados. Deles saem todas as ordens que controlam as variáveis de um elevador: abertura e fechamento de portas, velocidade, frenagem, nivelamento e paradas. Os painéis microprocessados comandam também a sinalização da cabine e andares e tomaram o lugar do sistema de contato seco.

A redução de espaço permitiu ainda o desenvolvimento de novos elevadores sem casa de máquinas. Na Otis, um dos produtos desse tipo tem o nome comercial de “G2”. Além dos painéis microprocessados, os elevadores dessa linha adquiriram cintas de aço revestidas em poliuretano. Elas são responsáveis por içar o elevador e entraram no lugar dos cabos de aço. O encoder é outra tecnologia de automação que agora pode fazer parte dos elevadores. “Esse tipo de produto é empregado quando há a necessidade de se atingir velocidades mais altas”, comenta Daniel.


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