Esta dificuldade pode, muitas vezes, ser vencida pelo aumento da superfície de troca ou superfície de aquecimento. Por exemplo, um sistema de aquecimento operando a 5,5 kg/cm poderá ser produzido para fornecer a mesma quantidade de calor à pressão de 2.4kg/cm através do aumento de 25% da superfície de aquecimento. Se, numa estufa, tivemos quatro tubos de aquecimento, a superfície será aumentada em 25% se colocarmos um tubo a mais. Fazendo isto poderemos economizar 4% do combustível. Assim, se reduzirmos ainda mais a pressão para, digamos, 0,3kg/cm e aumentarmos a superfície de aquecimento em 75% (colocando mais três tubos ao invés de um) poderemos economizar 7% ao invés de 4%. Este princípio deve ser lembrado quando estivermos projetando sistemas de aquecimento e quando estivermos instalando serpentinas para aquecimento de água ou ar.
No entanto, existe um outro ponto que deve ser considerado. Nem sempre é possível o aumento das superfícies de troca de calor. Para dar dois exemplos, podemos citar os panelões encamisados usados nas cozinhas industriais e os cilindros secadores. Estes equipamentos têm superfícies que não podem ser facilmente alteradas. O que pode ser feito para que se possa operar tal equipamento a pressões mais baixas e, ao mesmo, tempo assegurar o fluxo necessário de calor? Ou, alternativamente, o que pode ser feito para operar o equipamento à mesma pressão e, mesmo assim, aumentar o fluxo de calor para a substância a ser aquecida?
Transferência de Calor do Vapor
Embora não tenha nada de excitante na figura 1, talvez seja a mais importante desta publicação. Coloca-nos frente a frente com as razões básicas de um sistema de vapor; a razão e o fim e todas as caldeiras, o sistema de transferência de calor. É neste ponto que ocorre um fator decisivo na eficiência de uma unidade.
A seção central da figura 1 é a superfície de aquecimento de um equipamento qualquer onde o vapor não entra em contato direto com o produto que está sendo aquecido. À direita está a película do produto estagnado e uma película de incrustações. A soma dessas películas aumenta consideravelmente à transferência de calor para o produto.

F.1 - Película de ar, água e incrustações, na superfície de condensação prejudicam muito a eficiência da troca de calor.