A água, mesmo depois de submetida ao tratamento adequado, pode sofrer contaminação por fatores relacionados a problemas na rede de distribuição até a chegada ao consumidor. Doenças como enterobíase, ancilostomíase e ascaridíase podem ser transmitidas à população através do uso de reservatórios de água inadequados ou sem uma limpeza adequada.
A geração de esgotos, que pode ser de origem doméstica, industrial, ou ainda de escolas ou centros comerciais, gera tanto esgoto considerado doméstico quanto industrial.
O tratamento de esgoto é um processo de vários estágios que tem a função de “limpar” a água antes do descarte ou da reutilização. À etapa final do tratamento são adicionados desinfetantes para “matar” os organismos causadores de doenças. Os desinfetantes mais comuns são o cloro gás e o hipoclorito de sódio. Os níveis de dosagem desses produtos são controlados para que o residual seja muito baixo no esgoto tratado que está sendo descartado.
Desinfecção
A desinfecção é uma etapa do processo onde é desenvolvida uma redução deliberada do número de microorganismos patogênicos. Enquanto as outras etapas do processo de tratamento, tais como, filtração ou coagulação/floculação/sedimentação podem proporcionar alguma redução nos agentes patogênicos, esta não é a sua principal função.
Uma grande variedade de agentes físicos ou químicos pode ser usada para a desinfecção. Atualmente, o meio mais comum utilizado para a desinfecção é a cloração. Os primeiros usos do cloro como desinfetante começaram na França em 1825 no tratamento de esgotos. Porém, somente a partir do século XIX com o desenvolvimento dos processos de geração de cloro através de eletrólise é que este importante componente tornou-se suficientemente competitivo para a sua utilização em larga escala, tanto na utilização no tratamento de água quanto no tratamento de esgoto.