Situadas na região metropolitana de Porto Alegre (RS), empresas 100% brasileiras também disputam no mercado brasileiro de pneumática com seus cilindros, válvulas e terminais. Presentes nos mais variados ramos industriais, elas possuem nome carregado de estrangeirismo e várias já abriram escritório ou linha de montagem no Estado de São Paulo para estarem mais próximas ao grande mercado consumidor.
“Cada vez mais exige-se a necessidade de equipamentos nacionalizados, com uma logística forte e com a relação de produtividade-custo-benefício”, comenta Paulo Nogueira, diretor da Fester Pneumática, empresa que tem a unidade fabril na cidade de São Leopoldo (RS), mas concentrou seus negócios de marketing, administração e vendas na cidade de São Paulo.
Segundo o diretor, os fabricantes de bens pneumáticos, praticamente, utilizam quase que as mesmas matérias-primas, normas de fabricação e geometria construtiva, motivo pelo qual, o grande diferencial das empresas está no suporte pós-venda, atendimento, percepções de mercado, velocidade de informações e logística. A colocação dessas palavras em prática estaria a explicação para que várias empresas do Sul do país ganhassem o mercado local e, mais tarde, iniciassem suas operações em São Paulo.
A Fester está prevendo fechar 2004 com crescimento de 35%. Investe 10% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento e trabalha para formar novas parcerias, principalmente com representantes em nichos de mercado onde detém pouca participação. Conta com 42 colaboradores e possui índice de fabricação de 95% do que produz. De acordo com o diretor, uma das metas da empresa é nacionalizar os outros 5% nos próximos dois anos.