Histórico
A máquina-ferramenta convencional surgiu juntamente com a revolução industrial no século XIX. O torno mecânico, por exemplo, teve sua performance sensivelmente melhorada com a invenção da “máquina a vapor”. Um desses motores girava o eixo-mestre, próximo ao teto da fábrica, cujo movimento era transmitido a vários tornos ao mesmo tempo através de correias de couro. Uma espécie de “motor comunitário”.
Avançando para o século XX, mais precisamente em 1949, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a “U.S. Air Force” uniram esforços para desenvolver o primeiro comando numérico. O protótipo foi testado com sucesso em uma fresadora de três eixos, da Cincinnati Milling Machine Company, que até hoje é uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas-ferramenta e injetoras de termoplásticos (entre outros equipamentos) do mundo.
Em 1962, auge da Guerra Fria, os maiores fabricantes estavam empenhados no controle numérico, estimulados pela demanda militar. No início dos anos setenta, outra onda de incentivo ao comando numérico surgiu. Dessa vez, oriunda do desenvolvimento dos microprocessadores. Já no início da década de 1980, esse equipamento era comum no parque industrial mundial. Nessa época o “apenas” comando numérico, passou a ser o comando numérico computadorizado (CNC).
Estrutura da Máquina-Ferramenta com CNC
A figura 1 ilustra a estrutura genérica de uma máquina equipada com comando numérico computadorizado. No caso, com apenas três eixos, sendo um deles o spindle.

F1 - Estrutura genérica de uma máquina equipada com comando numérico computadorizado.