Contudo, todo esse processo evolutivo resultou na criação de um sistema de comunicação aberto, com interoperabilidade entre fabricantes distintos mas, principalmente, com a liberdade de escolha do usuário final de conceber seus sistemas de controle sem estar necessariamente preso a um determinado fabricante. Chamamos essa tecnologia de FieldBus e, finalmente, em 1998, a conhecida “Guerra dos Buses” ganhou a atenção de todos e esses sistemas digitais ficaram cada vez mais divulgados e conhecidos pelo público. Dessa forma, suas características, vantagens e desvantagens puderam ser mais bem examinadas.
Sistemas Fieldbus
Muito se discutiu e especulou a respeito da utilização destes sistemas e quais seriam as características desta tecnologia FieldBus, protocolo de comunicação, velocidade, número de dispositivos em uma única rede, número de condutores, imunidade a ruído e muito mais. O fato é que a utilização de redes de comunicação de dados no chão de fábrica é cada vez mais freqüente e indispensável no campo da automação e controle dos mais variados tipos de processos. Em geral, não se começa um projeto de sistema de controle, hoje em dia, sem pensar na implementação de um sistema integrado. Embora a informação esteja no chão de fábrica, essa integração pode ter seu ponto de partida aí mesmo, uma vez que agora temos muitas outras informações disponíveis nos instrumentos de campo, podendo passar por sistemas de supervisão, sistema de manutenção, sistemas administrativos e muito mais.
É nesse âmbito que estes sistemas de Automação Industrial apresentam estas tecnologias no contexto de um sistema de produção mais eficaz, onde os instrumentos não são simplesmente meros componentes isolados e com função única de informar apenas o valor da variável medida ou de uma válvula ou de um inversor, mas que apresentam, além de tudo isso, alguma “inteligência”, comunicando-se entre si tornando as informações disponíveis o tempo todo, praticamente Real Time.
Níveis de Automação
Com toda essa informação disponível, podemos estabelecer uma divisão de camadas das informações existentes dentro da automação em quatro níveis, o nível de gerenciamento, o nível de supervisão, o nível de controle e o nível de campo (figura 1).

1. Nível de gerenciamento
No nível mais alto da topologia encontram-se os sistemas corporativos com uma visão macro, tendo todas as ações da rede de comunicação dirigidas para o controle gerencial da produção, aqui estão integradas e são tomadas todas as ações de controle estratégico e é efetuada a supervisão global do sistema e dados gerenciais integrados com os conhecidos sistemas de supervisão distribuídos em estações de trabalho na concepção “Client x Server”. Estes sistemas de supervisão são conectados aos PLCs, por exemplo, através da rede Ethernet e utilizam driver de comunicação dedicado ou OPC (OLE for Process Control) e , através destas estações, os operadores podem visualizar e gerenciar alarmes, dados estatísticos, históricos, receitas e a operação propriamente dita do processo.
Neste nível, estão envolvidos setores como a administração, gerência industrial, manutenção, produção, compras/vendas, banco de dados, entre outros.
Em termos de comunicação a quantidade de informações que trafega pela rede é maior, porém os desenvolvimentos atuais de redes de comunicação padrão ethernet, fast-ethernet ou outros, conseguem atingir um tempo de resposta muito pequeno a taxas de comunicação elevadas.
É também a partir deste nível que é efetuada a comunicação bidirecional com o exterior, utilizando as redes públicas de transmissão de dados como a Internet.