AUTOMAÇÃO

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16/01/2009 07:12:24

Aplicações de redes RS - 485

Suas aplicações se estendem desde a integração de pontos de venda e terminais de coleta de dados até aplicações de alto desempenho em Automação Industrial, incluindo também redes de terminais de preços em lojas de departamentos até a interligação de sensores meteorológicos. Mas qual o segredo de tal popularidade?

Carlos Henrique C. Ralize

O nome RS-485 significa Recommended Standard 485. Apesar de ser conhecido por esse nome, o padrão já foi transformado em norma pela TIA (Telecommunications Industry Association) e pela EIA (Electronic Industries Alliance). A última revisão data de março de 1998 e o código da norma é TIA/EIA-485-A. Ainda assim, a norma continua com o mesmo caráter de recomendação para a indústria eletrônica e de telecomunicações. Isto quer dizer que apenas os padrões elétricos necessários à fabricação de transmissores e receptores são claramente definidos. Entre esses padrões estão o modo de transmissão diferencial, as impedâncias máximas e mínimas de entrada e saída dos dispositivos e os níveis de tensão aceitáveis na rede. Detalhes como tipos de cabos e conectores, número máximo e nós, técnica de terminação, taxas de transmissão e distâncias máximas, em como o protocolo de comunicação digital são deixados em aberto e normalmente são determinados pelos fabricantes de redes baseadas na RS-485.

O padrão RS-485 pode ser definido como uma rede ponto-multiponto, half-duplex, com transmissão diferencial. Isso significa que a rede pode ser formada por vários dispositivos conectados ao mesmo barramento e que, enquanto um dos dispositivos opera como transmissor, todos os outros operam como receptores. O mecanismo de controle de acesso ao meio físico não é definido no padrão e faz parte do protocolo utilizado. São muito comuns implementações baseadas no mecanismo “Mestre-Escravo”, mas também podem ser utilizados escalonadores ou o mecanismo “Token-Passing”. É possível ainda empregar o padrão RS-485 para comunicação full-duplex, ou seja, transmissão e recepção simultânea. Neste caso, a rede não será ponto-multiponto, mas sim ponto a ponto, e serão utilizados dois pares de cabos.

A transmissão do sinal é diferencial. Isso quer dizer que qualquer transmissor RS-485 possui dois canais independentes conhecidos como A e B, que transmitem níveis de tensão iguais, porém com polaridades opostas (VOA e VOB ou simplesmente VA e VB). Por esta razão, é importante que a rede seja ligada com a polaridade correta. Embora os sinais sejam opostos, um não é o retorno do outro, isto é, não existe um loop de corrente. Cada sinal tem seu retorno pela terra ou por um terceiro condutor de retorno, entretanto, o sinal deve ser lido pelo receptor de forma diferencial sem referência ao terra ou ao condutor de retorno. Este sinal diferencial, lido em relação ao ponto central da carga, é que é interpretado como sinal de transmissão. Qualquer tensão maior que 200 mV é um nível alto ou “marca”. Uma tensão menor que -200 mV é um nível baixo ou “espaço”. Níveis entre -200 mV e +200 mV são indefinidos e interpretados como ruído. As figuras 1 e 2 ilustram a relação entre estas tensões.






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