Conceitos Importantes
Temos certeza que não há confusão sobre a diferença entre a manutenção corretiva (e a preventiva). Aliás, esta última ganhou grande destaque no final da década de 80, aqui no Brasil, com os famosos programas de QT (Qualidade Total). Uma das “ferramentas” célebres, e que até hoje ainda é muito utilizada, é a TPM (sigla inglesa para Manutenção Total Preventiva).
Entretanto, não é raro confundir-se manutenção preditiva com preventiva; e preditiva com pró-ativa.
A manutenção preventiva é aquela que ocorre antes da quebra da máquina. Sua função é evitar que haja uma parada não programada na produção devido a qualquer falha do equipamento.
Alguns exemplos de práticas de manutenção preventiva:
- Troca do óleo lubrificante segundo as especificações do fabricante.
- Limpeza.
- Troca de peças por tempo de uso, e não por análise do estado real.
- Conferência dos ajustes, mesmo que não haja sinais de que estes estejam fora dos limites de tolerância.
A manutenção preditiva, a grosso modo, é um aperfeiçoamento da preventiva. Através de equipamentos, softwares e instrumentos, ela prevê quando uma falha poderá ocorrer.
As análises de vibrações, temperatura, química, e estrutural são as mais comuns nessa técnica de manutenção.
A grande diferença entre a preditiva e a preventiva é sua assertividade. Enquanto a manutenção preventiva troca uma peça pura e simplesmente pelo seu tempo de uso, a preditiva analisa sua condição real. A troca, então, só será realizada se o estado da peça em questão estiver fora dos padrões normais, não importando seu tempo de uso.
Fica óbvia sua vantagem sobre a preventiva, pois, além de trocar somente o que se faz necessário, isto acontece em tempo hábil antes da quebra.