As tecnologias de comunicação disponibilizaram uma nova maneira de se fazer negócios, e na forma de gerenciar grandes quantidades de informações. No entanto, apesar desta contribuição tecnológica, que tornou as operações logísticas muito mais flexíveis e dinâmicas, verifica-se que existe ainda um grande distanciamento entre o mundo virtual (sistemas) e o real (empresa).
A acuracidade e a rapidez das informações adquiridas em cada estágio são de fundamental importância para alimentar as decisões estratégicas e operacionais que possibilitem dar sustentabilidade e contribuir com os negócios empresariais.
Houve grandes avanços na questão da alimentação dos sistemas de informações, que caminhou desde a simples digitação, passando pelos códigos de barras e 3D até as atuais etiquetas eletrônicas de identificação por rádio-freqüência (tags). Tais tecnologias proporcionam elevado grau de integração, na medida em que possibilitam a atualização das informações em tempo real.
Por sua vez, a necessidade de atender a uma demanda mais customizada, assim como de melhor gerenciar operações descentralizadas em complexas redes logísticas, trouxe uma série de desafios na forma de lidar com o vasto fluxo de informações gerenciais. Somado a esses fatores, a busca por meios de transmissão de informações, que propiciassem maior mobilidade aos usuários, possibilitou o desenvolvimento de maiores aplicações em sistemas de identificação, baseados na transmissão por rádio-freqüência.
Esta tecnologia desencadeia uma revolução que é a base para uma nova realidade na identificação de produtos, com impacto direto no controle de patrimônio e nos processos logísticos de toda a cadeia de abastecimento, seja na fabricação, no controle de estoque ou na compra e venda destes.
A flexibilidade de sistemas RFID é o seu grande fator positivo. Quando comparada com outros sistemas de identificação, como o código de barras, o RFID ganha em confiabilidade (códigos de barras tendem a apagar com o tempo), facilidade de leitura (tags podem estar dentro d’água, lama, ou circundados por metal) e não precisam de leitor apontando diretamente para ele, ou seja não necessita de visada. Além disso, como a captura de dados é feita de forma automática, existe a redução de falhas humanas no processo.