AUTOMAÇÃO

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24/11/2008 12:55:58

Ethernet atinge o auge aos 30 anos


Bruno Tassinari

De que forma a rede do cabo azul irá mudar sua vida no escritório, na fábrica, no lar, nos próximos cinco anos.
A Ethernet contraria o antigo conceito dos anos 70: “não confie em ninguém com mais de 30 anos”. Criada em 1973 por Bob Metcalfe, na Xerox PARC, é a tecnologia predominante na Internet. Aliás, foi fundamental para o crescimento da rede, permitindo que evoluísse de poucas unidades com pequeno número de servidores ARPANET para a rede mundial de hoje.

Mas o futuro dessa “balzaquiana” projeta-se maior do que seu passado e presente. Em alguns anos, provavelmente não mais do que cinco, o famoso cabo azul que a caracteriza, comandará o apagar e acender de luzes em casa ou no escritório, a cafeteira no café da manhã e o forno de microondas no jantar, entre outras inúmeras possibilidades.

Na indústria, onde já está presente em alguns níveis (em especial no escritório e na rede corporativa) chegará ao chão de fábrica. Essa evolução, aliás, está bem mais próxima do que a “Casa dos Jetsons” descrita abaixo, com o conceito de apartamento inteligente entrando pela porta da frente.

Por que não usar ainda a Ethernet em atuadores e sensores de forma direta? Ela tem baixa imunidade a ruídos e congestionamento na rede corporativa, e diferentes protocolos de diversos fabricantes. Estão em curso, contudo, as soluções para esses obstáculos:

- fabricação de conectores e cabos especiais para chão de fábrica;

- padronização de protocolos;

- multiplicação de produtos com Ethernet integrada.

Isso acarretará a substituição das redes Fieldbus por redes Ethernet, inclusive com atuadores e sensores. Também haverá a integração de quaisquer produtos de qualquer fabricante de alta ou baixa tecnologia, em uma só rede global.


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