Conforme mostramos nos três primeiros artigos desta série, a norma IEC 61131 está promovendo uma verdadeira revolução para os sistemas de controle, sendo a parte de programação de controladores definida pela Parte 3 da norma — a mais impactante. Ainda que muitos produtos de mercado não sejam totalmente compatíveis com essa parte da norma IEC, os principais recursos para programação de controladores definidos por ela já estão incorporados na maioria dos produtos de mercado.
Neste contexto, já é possível aplicar as melhores práticas para desenvolvimento de sistemas de controle, objetivando-se:
• Modularização da aplicação;
• Reutilização de código e do conhecimento;
• Aumento da qualidade do software;
• Maior estruturação da aplicação.
Estes benefícios são perceptíveis em todas as fases do ciclo de vida de um sistema de controle. Desde a concepção de um sistema, passando pelo projeto, desenvolvimento, implantação, treinamento e manutenção.
A norma foi concebida a partir das melhores práticas e metodologias para desenvolvimento de sistemas de controle programáveis e das técnicas de engenharia de software. Isto permite a utilização dos modernos conceitos de orientação a objetos associados à abordagem de projeto pela decomposição do problema de controle de cima para baixo (top-down) e estruturação da aplicação de baixo para cima (bottom-up) através da reutilização de bibliotecas de objetos. Como resultado, obtém-se um maior aproveitamento dos recursos do Controlador Programável (CP), com uma otimização do esforço de desenvolvimento, da manutenção do sistema e conseqüente redução do custo total de propriedade.
A norma estimula o uso das linguagens gráficas e de alto nível, com preferência para uso do SFC para a estruturação de programas. Os usuários devem procurar conhecer as diversas potencialidades de cada linguagem, de forma a tirar proveito das vantagens proporcionadas por cada uma.
A seguir, são apresentadas as melhores práticas para o desenvolvimento de sistemas de controle baseados na norma IEC 61131-3.