A Sabesp implementou recentemente um sistema PIMS para o monitoramento dos níveis de reservatórios dos municípios pertencentes ao Departamento Distrital Capivari/Jundiaí – RJJ. Este projeto fez uso de informações e tecnologias levantadas para o primeiro projeto de PIMS em saneamento no Brasil, o “Projeto Sapucaia”, desenvolvido para o sistema gestão de processos operacionais da unidade de negócio do Vale do Paraíba da Sabesp em 2004.
Na época, foi realizada uma prospecção a fim de identificar ferramentas de mercado que pudessem auxiliar no tratamento da grande massa de dados resultante da ope ração do sistema de saneamento da região. Após este processo de pesquisa, foram selecionados o Proficy Historian e o Proficy RTIP (Real Time Information Portal) da GE Fanuc, ferramentas que permitem a coleta de dados do processo, o desempenho e a visualização de informações gerenciais,provenientes do tratamento destes dados, de maneira clara e intuitiva.
“Para que se possa medir e avaliar um processo é necessário que se tenham dados confiáveis, de fácil acesso, de manipulação amigável e com garantia de resposta em tempo hábil para a tomada de decisão”, afirma o gerente da Divisão de Desenvolvimento Operacional da Sabesp, Carlos Alberto Miranda da Silva – RJJO.
O sistema tem a função inicial de monitorar os níveis de 53 reservatórios dos municípios de Hortolândia, Itatiba, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, com previsão de ampliação futura de suas funcionalidades.
As principais premissas que orientaram a formulação do projeto foram: o sistema a ser implantado deveria permitir um avanço significativo à automação de processos do RJJ; ser privilegiada a “internalização digital” dos dados operacionais aos escritórios do RJJ; existir uma ferramenta capaz de tratar grandes quantidades de dados em tempo de tomada de decisão, além de armazenar históricos de longos períodos; essa mesma ferramenta deveria permitir acesso aos dados através de interface Web; os dados deveriam ser obtidos diretamente do ponto onde foram gerados, ou seja, do campo; a infra-estrutura e a tecnologia adotadas deveriam permitir a liberdade de escolha dos pontos a serem coletados sem dependências físicas que pudessem dificultar ou impedir a inclusão de determinados locais no sistema; deveria ser utilizada a infra-estrutura e o sistema PIMS já instalado na Unidade de Negócio do Vale do Paraíba – RV e a capacidade instalada do novo sistema deveria ser tal que permitisse a ampliação do sistema de monitoramento, quanto ao número de pontos e à sua própria complexidade de controle operacional e monitoramento em tempo real.