Para se ter uma idéia dos problemas e falhas em potencial que podem ocorrer dentro de um parque fabril, torna-se imprescindível a utilização de Ferramentas de Manutenção Preditiva (Análise de Vibração, Termografia, Análise de Óleo, etc.). Como primeiro passo deve-se estabelecer um roteiro para um mapeamento dos equipamentos e componentes da maior parte do chão de fábrica, visto que nem todos os equipamentos estarão operando no momento das inspeções e alguns, certamente, não permitirão acesso.
Assim como na Medicina são utilizados aparelhos que monitoram a condição física do paciente, também perfaz a mesma condição em relação às Ferramentas de Manutenção Preditiva que vêm a atuar em variáveis, tais como: vibração, temperatura, qualidade do óleo, etc. As variáveis em questão fornecerão subsídios a respeito da saúde do paciente, em outras palavras, da condição dos equipamentos/componentes da Fábrica.
Em uma segunda oportunidade ocorre a análise desse material coletado e, nesse estágio, separa-se o “joio do trigo”, ou seja, as condições anormais de funcionamento (falhas em potencial) das condições normais de funcionamento. Após esta separação tenta-se descobrir as causas ou a causa fundamental das anormalidades (ou não conformidades), neste ponto, talvez seja necessário ir até o local para estudar e averigüar o problema mais de perto – “in loco”. Uma vez encontrado o motivo da ocorrência, parte-se para definição “do que fazer” para eliminar o problema e estabelecer o grau de urgência e criticidade para cada caso.
Cabe abordar que nem todas as ocorrências são de fácil e rápida resolução, algumas, possivelmente, necessitarão de medidas paliativas para amenização do problema, visando uma posterior solução.
No ínicio do trabalho, em questão, é costume procurar buscar solução para os casos mais críticos em primeiro lugar (o que poderá levar alguns meses – não há prazo definido), em seguida, os problemas de médio prazo e por último os não críticos. Então, nesta fase, abrem-se as Ordens de Manutenção (OM’s).