Inaugurada em 1992, a planta de Burnaston (da Toyota) é uma instalação com uma extensa área, que emprega cerca de 3 mil trabalhadores e tem uma produção de cerca de 220 mil unidades por ano. Essa planta produz os modelos Corolla e Avensis, suprindo os varejistas da Toyota no mundo inteiro com esses modelos. A instalação de Burnaston recentemente acrescentou RFID (
Radio Frequency Identification) da EMS à sua área de produção.
O RFID não é um conceito novo para o pessoal da Toyota, haja vista que eles têm utilizado o sistema de RFID da Allen Bradley de etiquetas ativas e leitores nas áreas de pintura e de produção da planta durante mais de 10 anos. Novos processos e condições ambientais dentro da planta têm provido dificuldades para mantê-la funcionando pelo envelhecimento natural da tecnologia Allen Bradley e os engenheiros da planta, frustrados, optaram por atualizar o seu sistema.
Nos últimos 11 anos, a Toyota tem utilizado a linha Allen Bradley de etiquetas ativas e leitores de RFID (a Allen Bradley já não fabrica equipamento de RFID). Limitações desse sistema envelhecido incluíam um limite de dados de 40 bytes por etiqueta e uma temperatura operacional máxima de 140°F. Os fornos de pintura na instalação alcançam temperaturas acima de 200°C. Os ciclos de escrita (ou a vida das etiquetas) também consistiam em preocupação fundamental dos engenheiros da Toyota.
As etiquetas ativas da Allen Bradley tiveram uma vida de apenas 5 mil ciclos de escrita e determinaram os números de uma produção volumosa e custo alto de cada etiqueta.. Uma tecnologia mais barata e mais duradoura foi procurada. Finalmente, havia a preocupação interna relacionada ao fato de que a Allen Bradley já não estaria prestando suporte ao seu sistema de RFID na planta desde 2004.
Com tudo isso em mente, a Toyota buscou uma oportunidade para atualizar o seu sistema de identificação na fábrica, substituindo a tecnologia da Allen Bradley por um sistema de RFID mais novo. Qualquer sistema que fosse adotado deveria ser capaz de facilmente conectar-se à rede de CLP da Toyota. No momento da transição, a Toyota estava utilizando um sistema de CLP ímpar que envolvia o modelo AB PLC 5/25 como também o mais recente AB PLC 5/40. O AB PLC 5/25 não possui uma porta de comunicação serial, mas a mesma é encontrada no modelo 5/40. Tais diferenças tiveram que ser consideradas durante a escolha de um novo sistema de RFID.