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31/07/2008 16:43:07

Os benefícios de projetos P&D na automação

As 150 principais empresas de tecnologia do mundo — que integram os segmentos de Informática, Telecomunicações, Automotivo, Aeroespacial, Biotecnológico, Químico e Médico-Farmacêutico — investiram US$ 236 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) entre junho de 2002 e maio de 2003, revelou o estudo da revista Technology Review, do Massachussetts Institute of Technology (MIT).

Sérgio Vieira

Uma nova forma de criar aplicações na área de automação industrial está sendo experimentada por empresas fabricantes de sistemas e plena área acadêmica. São os projetos de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento – que estão sendo criados de Norte a Sul do país em aplicações de manufatura e de processo.

Em boa parte deles, acontece o seguinte esquema: uma empresa precisa desenvolver um novo produto para o mercado, mas não consegue ter tempo, ou recursos financeiros suficientes para achar a solução desejada. A empresa busca uma Universidade ou um Centro de Pesquisas para obter apoio tecnológico para desenvolver o produto. Depois de terminado o trabalho da Universidade, a empresa paga pelo produto ou divide os royalties das vendas com a entidade pesquisadora.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das instituições que desenvolveu, não apenas a aplicação, mas um produto inédito no mercado nacional através de projetos P&D. Foi criado um robô com sete graus de liberdade para recuperar as turbinas na área de geração de energia elétrica.

De acordo o professor Daniel Martins, um dos coordenadores do projeto, o robô reduziu em 50% o custo de recuperação dos rotores, parte integrante das turbinas hidráulicas. O robô demorou sete anos para ter sua primeira versão finalizada e envolveu o trabalho de quase 50 pesquisadores.

Ele molda-se à pá da turbina e possui um cabeçote a laser para melhorar a performance da solda. Opera com soldas MIG e plasma pulsada. De forma automática, liga e desliga a fonte de solda e ainda faz o cálculo de cada camada de solda aplicada.

O robô foi desenvolvido a partir de um financiamento das empresas Furnas Centrais Elétricas, Centro Paranaense de Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica. Após apresentar a novidade em algumas feiras pelo Brasil, a UFSC recebeu convites para criar versões do robô para as áreas de aviação e naval.

Na área de processos, os projetos P&D também estão contribuindo para refinar o controle de entrada e saída de dados. “A Altus mantém relações estreitas com Universidades, tanto no desenvolvimento de produtos, como também na melhoria da infra-estrutura de laboratórios para atividades didáticas e de pesquisa”, comenta Leonel Poltosi, gerente de P&D da Altus Sistemas de Informática.


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