Uma nova forma de criar aplicações na área de automação industrial está sendo experimentada por empresas fabricantes de sistemas e plena área acadêmica. São os projetos de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento – que estão sendo criados de Norte a Sul do país em aplicações de manufatura e de processo.
Em boa parte deles, acontece o seguinte esquema: uma empresa precisa desenvolver um novo produto para o mercado, mas não consegue ter tempo, ou recursos financeiros suficientes para achar a solução desejada. A empresa busca uma Universidade ou um Centro de Pesquisas para obter apoio tecnológico para desenvolver o produto. Depois de terminado o trabalho da Universidade, a empresa paga pelo produto ou divide os royalties das vendas com a entidade pesquisadora.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das instituições que desenvolveu, não apenas a aplicação, mas um produto inédito no mercado nacional através de projetos P&D. Foi criado um robô com sete graus de liberdade para recuperar as turbinas na área de geração de energia elétrica.
De acordo o professor Daniel Martins, um dos coordenadores do projeto, o robô reduziu em 50% o custo de recuperação dos rotores, parte integrante das turbinas hidráulicas. O robô demorou sete anos para ter sua primeira versão finalizada e envolveu o trabalho de quase 50 pesquisadores.
Ele molda-se à pá da turbina e possui um cabeçote a laser para melhorar a performance da solda. Opera com soldas MIG e plasma pulsada. De forma automática, liga e desliga a fonte de solda e ainda faz o cálculo de cada camada de solda aplicada.
O robô foi desenvolvido a partir de um financiamento das empresas Furnas Centrais Elétricas, Centro Paranaense de Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica. Após apresentar a novidade em algumas feiras pelo Brasil, a UFSC recebeu convites para criar versões do robô para as áreas de aviação e naval.
Na área de processos, os projetos P&D também estão contribuindo para refinar o controle de entrada e saída de dados. “A Altus mantém relações estreitas com Universidades, tanto no desenvolvimento de produtos, como também na melhoria da infra-estrutura de laboratórios para atividades didáticas e de pesquisa”, comenta Leonel Poltosi, gerente de P&D da Altus Sistemas de Informática.