Quando as informações disponíveis para a compra de um inversor são o valor da potência e da tensão para determinar o modelo usamos alguma tabela do fabricante, corremos o risco de não fazer o acionamento do motor corretamente. Além disso, outras necessidades podem gerar a compra de mais acessórios, ou mesmo a troca de seu modelo (geralmente mais caro) por um que possua o recurso procurado.
Para que o dimensionamento seja feito totalmente, devemos nos preocupar com diversos itens, mesmo que não façam parte da documentação utilizada, mas que o usuário tenha avaliado como necessários para o bom funcionamento. Trata-se da completa engenharia de aplicação do produto em uma máquina.
Potência e tensão do motor
Nem sempre devemos dimensionar o inversor pela potência. A especificação pode ser feita também através da corrente nominal do motor ou até mesmo pela corrente de trabalho. Isso permite usar um inversor de potência menor acionando um motor de potência maior, desde que a corrente de trabalho seja menor do que a corrente suportada pelos transistores do inversor. Em sentido contrário, não devemos usar um motor cuja potência seja menor que a metade da potência disponível no inversor, pois o controle de velocidade em baixas rotações não acontece de modo adequado, principalmente para o controle vetorial.
Tipo de máquina
É importante observar o tipo de máquina que o motor, acionado pelo inversor, rodará, pois algumas delas possuem características particulares e outras podem agregar vantagens como economia de energia, em caso de bombas centrífugas ou ventiladores, ou até mesmo exigir do inversor algum recurso que nem todos possuem. Com este cálculo pode-se até justificar o investimento na compra de um inversor, visto que o custo da energia elétrica tem crescido nos últimos anos.