Temperatura Ambiente
Geralmente, imaginamos que, por ser eletrônico, o inversor deverá trabalhar em um ambiente refrigerado ou, no máximo, com temperatura de até 30ºC. Porém, nos catálogos dos fabricantes podemos observar que a temperatura ambiente de trabalho pode ser de 40ºC ou até mesmo 50ºC em corrente nominal e numa determinada freqüência de chaveamento. Caso seja necessário trabalhar em um ambiente com temperaturas maiores, poderemos desclassificar o inversor, onde a corrente que flui através do produto deve ser menor do que a corrente nominal determinada pelo catálogo.
Alguns fabricantes informam como devemos desclassificar o inversor. Acima de 40ºC é preciso reduzir a corrente em 2,2 % a cada grau até um limite de 60ºC. Isto quer dizer que para operar em 50ºC, um inversor de 10 ampères, que suporte até 40ºC, deve fluir somente 8 ampères. Em 60ºC ele suportaria somente 6,5 ampères, sendo este o limite operacional do produto.
Outro fator determinante nas condições operacionais do inversor é o invólucro usado. É recomendável que seja metálico, pois ocorrerá troca de calor entre o ar interno aquecido pela dissipação do inversor e a chapa do painel, e esta última com o ar ambiente. Com o invólucro estanque, é possível determinar as dimensões mínimas do painel para que possamos usar com um inversor acionando um motor. Um método de cálculo é descrito abaixo:
Cálculo da Dimensão do Cofre
Área útil para dissipação de calor do invólucro (se fixado em parede): S = K / R th
Com: S (m2) = áreas laterais + área superior + área frontal
K: resistência térmica por m2 do invólucro
Para cofre metálico: K = 0,12 com ventilador interno; K = 0,15 sem ventilador.
Rth: resistência térmica máxima em °C/W:
Rth = ( – e )/ P
Com:
- temperatura máxima no cofre em °C, e - temperatura externa máxima em °C, P - potência total dissipada no cofre em W.