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24/03/2008 10:20:55

Vida longa às válvulas de controle

Presentes em diversas aplicações, as válvulas de controle demandam maior atenção dos engenheiros para evitar prejuízos desnecessários. Veja neste artigo como fazer o diagnóstico e até prever falhas iminentes.

Alex Ginatto

Para descobrir fatores que pudessem comprometer a qualidade da operação do conjunto válvula-atuador, os fabricantes de posicionadores tomaram a decisão de implementar novas variáveis de monitoração que auxiliassem os usuários a detectarem possíveis falhas, utilizando protocolos digitais de comunicação, como Hart, Fieldbus Foundation ou Profibus, por exemplo. Em princípio, essas variáveis apontavam problemas já ocorridos com o conjunto e evitavam apenas que danos maiores fossem provocados e maior quantidade de produto fosse desperdiçada. Isso deu origem aos que conhecemos hoje como diagnósticos para válvulas de controle.

Em um primeiro momento esses diagnósticos foram suficientes para satisfazer os usuários, uma vez que os ganhos de produção aumentaram. Problemas de produção, perdas de lotes ou mesmo acidentes passaram a ser controlados a tempo, sem causar maiores perdas. Contudo, com o passar do tempo, mais necessidades surgiram. Não bastava apenas indicar a ocorrência de um problema no sistema, já que, por meio de algumas variáveis, sensores e medições, poderia prever-se a ocorrência de futuros problemas. Assim, os novos diagnósticos começaram a ser implementados, não só com o aumento da quantidade de alarmes de falhas, como também em níveis de predição de problemas.

Diagnósticos de manutenção

Existem alguns parâmetros que podem ser utilizados para definir o tempo ou situação do conjunto para saber se é necessária a manutenção de segurança. Dizemos manutenção de segurança porque ela ocorre antes do conjunto válvula-atuador apresentar defeito, mas tendo atingido um nível pré-configurado pelo usuário, considerado suficiente para gerar fadiga, sujeira ou qualquer outra possível forma de deterioração no conjunto. Os diagnósticos mais conhecidos e difundidos são os contadores de reversões, de batidas no fim de curso e de percurso da válvula. Estes contadores indicam uma fadiga da válvula por uso, ou seja, por repetição de movimentos e cursos completos.

O contador de reversões, também conhecido por reversals, indica quantas vezes o movimento da válvula mudou de sentido. Assim, é possível ter um parâmetro para
prever a ocorrência de fadiga dos diafragmas do posicionador e da válvula, por exemplo. Por meio deste diagnóstico, o usuário pode configurar um valor máximo que, quando atingido, gera um alarme de reversões.

De maneira similar funcionam os contadores de batidas no fim de curso da válvula (os chamados strokes); e de percurso, também conhecido por mileage ou milhagem, com alarmes respectivos também configurados pelo usuário. O alarme de fim de curso define uma manutenção específica dos batentes da válvula, que podem ser danificados pelo excesso de uso. Já o contador de percurso indica uma fadiga de movimentação da válvula em seu percurso total.

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