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O modo de testar esses componentes é algo que preocupa muito os leitores. Veja neste artigo como fazer isso. Ele é baseado no livro “Como Testar Componentes”, que ensina praticamente a fazer o teste de qualquer componente eletrônico comum

As bobinas ou indutores são componentes formados por voltas de fios esmaltados em formas que podem (ou não) ter núcleos de metal. Na figura 1 temos os símbolos e os aspectos dos principais tipos de bobinas que podemos encontrar nas diversas aplicações eletrônicas.




Esses componentes se caracterizam por apresentarem uma indutância que é medida em henry (H), ou por seus submúltiplos como o milihenry (mH) e o microhenry (μH).

Nos trabalhos práticos podemos encontrar bobinas com indutâncias muito baixas da (ordem de microhenrys) até muito altas da ordem de henrys.

As indutâncias pequenas se caracterizam por poucas voltas de fio e por isso, quando testadas, apresentam resistências ôhmicas muito baixas (me- nores que 10 ohms). Já as indutâncias elevadas constam de muitas voltas de fio muito fino e, por esse motivo, apresentam resistências maiores chegando até a 10 000 ohms, em alguns casos.




O que se deve testar?

No teste simples dessas bobinas verificamos se o seu fio se encontra ou não interrompido, medindo sua continuidade. No teste completo, medimos sua indutância e até mesmo o fator de qualidade (Fator Q).

Se a bobina estiver boa, ela deve apresentar continuidade conduzindo a corrente. Se não estiver, a resistência será extremamente alta ou infinita.

Veja que, se existir um curto-circuito entre as espiras, conforme mostra a figura 2, a corrente pode passar normalmente e o teste indicará bom estado. Não será possível detectar essa condição de falta.



Com instrumentos comuns também não é possível ter uma idéia da indutância do componente testado.

Com o multímetro e o provador de continuidade verificamos se a bobina está interrompida, não sendo possível obter informações sobre eventuais curto-circuitos entre espiras ou ainda a própria resistência ôhmica da bobina.

Para se obter a indutância de uma bobina em teste é preciso contar com dois tipos de instrumentos: os indutímetros e as pontes de indutâncias. Recurso adicional consiste no uso de um gerador de sinais e um osciloscópio.


Os indutímetros são instrumentos de leitura direta, em alguns casos agregados a capacímetros, como o ilustrado na figura 3.



Esses instrumentos são de grande utilidade, principalmente nas bancadas de trabalhos que envolvam circuitos de altas frequências, onde a medida de indutância é algo comum.

Uma boa precisão é obtida, devendo apenas o operador tomar cuidado com as indutâncias muito baixas, pois nesse caso a própria indutância do cabo de prova pode se somar ao valor da indutância medida.

Outro recurso é a ponte de indutâncias, observe a figura 4, onde parte-se da reatância indutiva que depende da frequência, para se determinar a indutância pela expressão:






Quando a ponte alcança o equilíbrio, ou seja, desaparece o sinal no detector (que pode ser um fone de alta impedância, ou transdutor piezoelétrico se a frequência usada estiver na faixa audível), a resistência ajustada em P 1 é igual a X L.

Conhecendo a frequência e X L , é possível calcular L pela fórmula indicada.

Finalmente, temos a possibilidade de se testar um indutor medindo sua indutância com a ajuda de um gerador de sinais e um osciloscópio. Na figura 5 temos o arranjo usado para essa finalidade.



Nesse caso é preciso contar com uma bobina ajustável ou ainda bobinas com valores conhecidos.

Quando as impedâncias das bobinas (ou indutâncias) se igualam, a imagem na tela será uma linha horizontal. A frequência de entrada deve ser escolhida de acordo com a faixa de indutânias medidas, dadas pela tabela 1.



Evidentemente o osciloscópio usado deve ser capaz de permitir a observação de sinais nas frequências usadas pelo oscilador.