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Esperamos que este artigo venha ajudar nossos leitores, atuais e/ou futuros instrumentistas, em suas atividades profissionais

Em nossa última edição deixamos de mencionar alguns termos que, aparentemente, parecem “gíria” utilizada pelos instrumentistas, mas são termos tão evidentes que aparecem nos livros de “símbolos e identificação de instrumentação” – tal como o termo: Atrás do Painel , que aparentemente significa algo que se encontra atrás do painel. “Atrás do Painel” é aplicado a um local que está dentro de uma área que contém o painel de instrumentação, suas bandejas e cartões eletrônicos associados, ou está situado dentro do painel. Dispositivos atrás do painel não são acessíveis para uso normal do operador e não são designados como locais ou montados atrás do painel. Em um sentido amplo, “ atrás do painel “ é equivalente a “ não normalmente acessível ao operador”.


Um outro termo utilizado, que poderá ter sentidos diferentes é o “ local” – que significa : a localização de um instrumento que não está nem dentro de, nem sobre um painel ou console, nem é montado em uma sala de controle. Instrumentos locais estão comumente nas proximidades de um elemento primário ou um elemento final de controle. A palavra “campo” é freqüentemente usada como sinônimo de local.

Painel local – é um painel local que não é um painel principal ou central. Painéis locais estão comumente nas proximidades de subsistemas ou sub-áreas da fábrica. O termo “ instrumento de painel local” não deve ser confundido com “ instrumento local”.

Outro termo que nos chama a atenção é “ montado em painel ” – Termo aplicado a um instrumento que é montado em um painel ou console e é acessível para o uso normal de um operador. Uma função que é normalmente acessível a um operador em um sistema de display compartilhado é o equivalente a um dispositivo discreto montado em painel.

Como podem notar, alguns termos poderão ter duplo sentido para os iniciantes neta área.

Vamos tentar passar algumas informações sobre a Descrição do Sistema de Identificação:

Cada instrumento ou função a ser identificado são designados por um código alfanumérico ou número de “tag”, conforme demonstrado no box ao lado.

A parte referente a identificação da malha no “tag” geralmente é comum a todos os instrumentos ou funções na malha. Pode ser adicionado um sufixo ou prefixo para completar a identificação. Uma identificação típica também está demonstrada nessa figura.

Obs.: Hífens são opcionais como separadores.

O número da malha do instrumento pode incluir informações codificadas tais como a designação da área da fábrica. É também possível reservar séries específicas de números para designar funções especiais. Por exemplo: a série 900 a 999 poderia ser usada para malhas cuja função principal está relacionada a sistemas de segurança.

Cada instrumento poder ser representado em diagramas por um símbolo. O símbolo pode ser acompanhado por um número de “ tag”.




Sistema de Identificação Funcional

A identificação funcional de um instrumento ou seu equivalente funcional consiste na formação de letras – conforme tabela 1 – e inclui uma primeira letra, que irá designar a variável medida ou inicial, e uma ou mais letras subseqüentes, identificando as funções executadas.





Note que essa identificação é feita de acordo com a função do instrumento e não de acordo com a sua construção.


Exemplo: um registrador de pressão diferencial usado para medição de vazão é identificado por FR; um indicador de pressão e uma chave atuada por pressão conectada à saída de um transmissor pneumático de nível são identificados por LI e LS, respectivamente.

Nas malhas de instrumentação, a primeira letra de identificação funcional é selecionada de acordo com a variável medida ou inicial, e não de acordo com a variável manipulada. Portanto, uma válvula de controle que varia a vazão de acordo com o sinal recebido de um controlador de nível é uma L V, e não uma F V.

As letras subseqüentes da identificação funcional designam uma ou mais funções de apresentação (ou passivas) e/ou funções de saída. Uma letra modificadora pode ser usada, se necessário, além de uma ou mais outras letras subseqüentes. Letras modificadoras podem modificar a primeira letra ou letras subseqüentes, conforme aplicável.

Complicado? Vamos tentar esclarecer

Exemplo: T D A L – contém dois modificadores. A letra D altera a variável medida T, resultando numa nova variável – temperatura diferencial – A letra L restringe a função de apresentação A, alarme, para representar somente um alarme de baixa.

A seqüência de letras de identificação começa com uma primeira letra selecionada de acordo com a tabela 1. Letras funcionais de apresentação ou passivas seguem em qualquer ordem, e letras funcionais de saída seguem as mesmas em qualquer seqüência , exceto que a letra de saída C ( controle ) precede a letra de saída V (válvula) quando ambas existirem.

Vamos dar outro exemplo para “ clarear” essa identificação:

P C V – uma válvula de controle auto-operada.. Entretanto, letras modificadoras, se usadas, são interpostas de maneira que elas são colocadas imediatamente em seguida
às letras que elas modificam.

Um dispositivo de funções múltiplas pode ser simbolizado em um diagrama por tantas “bolhas” (*) quantas forem as variáveis medidas, as saídas e/ou funções.

Exemplo: Um controlador de temperatura com uma chave pode ser identificado por duas “ bolhas" tangentes – uma marcada TIC – 3 e a outra TSH-3. Neste caso, o instrumento seria designado TIC/TSH-3 para todos usos na forma escrita ou referência. Se for necessário, a abreviatura TIC-3 pode servir para identificação geral ou para compra, enquanto que TSH-3 pode ser utilizada para diagramas de circuitos elétricos.

(*) “bolhas – Símbolo circular usado para designar e identificar a finalidade de um instrumento ou função. Pode conter um número de” “tag” – seu sinônimo é “balão”.


Observe que o número de letras funcionais agrupadas para um instrumento deve ser mantido em um valor mínimo, de acordo com o bom senso do usuário. O núme-ro total de letras dentro de um grupo não deve exceder a quatro. O número dentro de um grupo pode ser mantido em um mínimo através de:

- Disposição das letras funcionais em subgrupos . Esta prática está mencionada acima – dispositivos de funções múltiplas - para instrumentos que têm mais que uma variável medida ou entrada, porém pode também ser usada para outros instrumentos.

- Omissão do I ( indicar ) se um instrumento indicar e registrar a mesma variável medida.

- Todas as letras da identificação funcional são maiúsculas.